“Ter dois trabalhos para pagar a renda e comer não é sacrifício?”: Braga sai à rua pela habitação
Cidade · Habitação
Cerca de 200 pessoas estavam no arranque do protesto de sábado, 24 de outubro, às 15h00, na Avenida Central, junto ao coreto, contra o custo da habitação. O programa juntou música, uma assembleia popular e um jantar feito numa cantina improvisada.
O que pede o movimento
Os protestos começaram no Porto há cerca de duas semanas e espalharam-se pelo país. Entre as reivindicações do movimento estão:
- Retirada da nova lei das rendas proposta pelo Governo.
- Fim de demolições e despejos sem realojamento.
- Proibição da compra de casas por fundos imobiliários.
- Mais habitação pública e tetos para as rendas.
- Uso de prédios vazios para habitação.
“Não somos arruaceiros”
O que motivou a resposta
Dias antes, numa sessão em Gaia, o presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira, disse não saber se a sociedade de hoje aceitaria o nível de sacrifício da geração anterior. No dia seguinte, reconheceu que as expressões foram infelizes e que não quis desvalorizar as dificuldades no acesso à habitação.
Segundo o INE, citado por O Minho, o preço das casas em Portugal subiu 18% num ano e chegou aos 2.445 euros por metro quadrado no 2.º trimestre de 2026.
E você, o que acha?
Fontes: O Minho / Lusa, 24/10/2026. Consultadas a 26 de outubro de 2026.
Foto: Joseolgon / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0 (coreto da Avenida Central, Braga).
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